segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CRISTO É TUDO

Uma adaptação do sermão de mesmo título de J.C. Ryle (1816-1900)

Cl 3:11

Introdução:

As palavras do texto são curtas, mas elas contêm grandes verdades, são ricas! [Fp 1:21, Gl 2:19]. Essas três palavras são a essência do Cristianismo. Se o nosso coração pode verdadeiramente afirmar, então está tudo bem com nossas almas, se não, podemos estar certos de que ainda temos muito a aprender. Cristo é a mola mestra da fé e da vida cristã. Mas para entendermos e sermos convencidos da plenitude, excelência e centralidade de Cristo e de seu pleno direito em ter o primeiro lugar de tudo em nossa vida, devo apresentar evidências dessa centralidade e supremacia de Cristo. Em que sentido “Cristo é tudo”?

I. CRISTO É TUDO EM TODOS OS CONSELHOS DE DEUS ACERCA DO HOMEM.

(A) Houve uma época em que a Terra não existia, não havia nada criado, montanhas, mar, céus, estrelas para contemplar, nem mesmo o homem com todos os pensamentos elevados que agora ele tem de si mesmo, era uma criatura desconhecida.

E onde estava Cristo, então?

Mesmo assim, Cristo estava "com Deus, era Deus, e era igual a Deus." (Fp 2:6, Jo 1:1) Até então ele era o Filho amado do Pai: "...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo [Jo 17:5]. Mas ali Ele era o Salvador “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo [I Pe 1:20] ali os crentes foram escolhidos "nele". (Ef. 1:4).

(B) Chegou um momento em que a Terra foi criada em sua ordem atual. Sol, lua e estrelas, mar, terra e todos os seus habitantes, foram chamados a ser [Gn 1]. E, por último, o homem foi formado do pó da terra.

E onde estava Cristo, então?

Ouça o que diz a Escritura:  "Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” [Jo 1:3] "NEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra". (Colos. 1:16) “Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; [Hb 1:10].
Jesus, em Sua pregação, sempre tirava lições da criação.  Quando ele falou da ovelha, o peixe, as aves, os lírios, a figueira, a videira. Por que tamanha habilidade? Ele falava de coisas que ele mesmo tinha feito.

(C) Veio um dia, quando o pecado entrou no mundo. Adão e Eva comeram do fruto proibido, e caíram. Eles perderam a natureza santa. Eles perderam a amizade e a graça de Deus, e tornaram-se culpado, corruptos, incapazes, os pecadores sem esperança. O pecado veio como uma barreira entre si e Deus no céu.

E onde estava Cristo, então?

No mesmo dia foi revelada ao casal a única esperança de salvação. No mesmo dia em que caíram, foi-lhes dito que "a semente da mulher esmagará a cabeça da serpente", o Salvador nascerá de uma mulher pisará a serpente, oferecendo vida eterna. (Gn 3:15) Cristo era solução, a única para o homem ser salvo. Por Ele todas as almas salvas entraram no céu, e sem Ele ninguém jamais escapou do inferno.

(D) Houve um tempo quando o mundo vivia sobre a ignorância de Deus. Os povos sobre trevas, todas as nações [egípcios, assírios, persas, gregos, romanos] sobre idolatria e o mundo sem o conhecimento correto de Deus Com exceção de um desprezado poucos judeus em um canto da terra, o mundo inteiro estava morto na ignorância e do pecado.

E o que Cristo fez, então?

Ele deixou a glória que tinha desde a eternidade com o Pai, e veio ao mundo para oferecer a salvação. Ele assumiu a nossa natureza, e nasceu como um homem. Como um homem Ele fez a perfeita vontade de Deus, que todos nós tínhamos deixado de fazer: como um homem Ele sofreu na cruz a ira de Deus, que era a nós merecida. Ele trouxe a justiça eterna para nós. Ele nos resgatou da maldição de uma lei quebrada. Ele morreu por nossos pecados. Ele ressuscitou para nossa justificação. Ele subiu aos céus e assentou-se a destra de Deus, e ali ficará até que seus inimigos sejam feitos escabelo de seus pés. E lá ele fica agora, oferecendo a salvação a todos os que virão a Ele, intercedendo por todos os que creem nEle.

(E) Haverá um tempo que virá quando o pecado será banido do mundo. Não haverá maldade, impunidade, o fim do reino das trevas, a criação será restaurada. Haverá um novo céu e uma nova terra, onde habita a justiça, e a terra será cheia do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. (Rom. 8:22, At 3:21, II Pe 3:13, Is 9:9)

E onde Cristo estará então? E o que ele deve fazer?

Cristo será Rei. Ele retornará a terra, e fará novas todas as coisas. Ele virá entre as nuvens do céu, com poder e grande glória, e os reinos do mundo passarão a ser dele. As nações devem ser dadas a Ele por sua herança e os confins da terra por sua possessão. A Ele todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor. Seu domínio será um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será jamais destruído. (Mt 24:30; Ap  6:615, Sl 2:8, Fp 2:10,11. Dn 6:14)

(F) Há um dia virá quando todos os homens serão julgados. O mar dará os mortos que estão nele, e a morte e o inferno entregarão os mortos que neles há. As sepulturas se abrirão e os todos os mortos de todos os tempos e lugares serão julgados segundo as suas obras. (Ap 20:13, Dn 12:2)

E onde Cristo estará então?

Cristo será o Juiz. O Pai confiou-lhe o julgamento.

Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;  (Mt 25:31-32)

Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. (II Co 5:10)

Portanto Cristo é tudo, nos eternos conselhos de Deus o Pai, na eternidade passada, na criação, na redenção, no julgamento Cristo é tudo!

Agora você se achará neste julgamento, e olhará para Cristo e Cristo olhará para você. Você que a sua honra, sua reverência e seu respeito bastam para este momento. E só isto o livrará?  Se você não honra a Cristo plenamente na honra a Deus. "Aquele que não honra o Filho não honra o Pai que o enviou." (João 5:23).

II. CRISTO É TUDO NOS LIVROS INSPIRADOS QUE COMPÕEM A BÍBLIA.

Em cada parte da Bíblia encontramos Cristo:

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. [Jo 5:39]

Cristo está nas páginas da Bíblia, sua pessoa e seu sacrifício, seu sofrimento e sua glória. Cristo é a chave que nos faz entender as Escrituras. Algumas pessoas reclamam por não entender a Bíblia, a razão é simples, eles não usam a chave. Ela só é um mistério porque não usa a chave, Cristo.

A. Ele era o Cristo crucificado que foi estabelecido em todos os sacrifícios do Antigo Testamento. Cada animal morto e oferecido sobre um altar era um tipo de Cristo Salvador que iria morrer pelos pecadores.
Foi a Cristo a quem Abel olhou quando ele ofereceu um sacrifício melhor do que Caim. Pois ele sabia que sem derramamento de sangue não há remissão de pecado (Heb. 11:4).

B. Ele era o Cristo, a quem Abraão olhou quando ele habitava em tendas na terra da promessa. Ele acreditava que em sua semente, em um nascido de sua família, todas as nações da Terra seriam abençoadas . Pela fé ele viu dias de Cristo, e se alegrou. (Jo 8:56)

C. Ele era o Cristo de quem Jacó falou aos seus filhos, enquanto agonizava.

O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. (49:10)

D. Cristo foi a essência da lei cerimonial que Deus deu a Israel pela mão de Moisés. O sacrifício da manhã e da tarde, o contínuo derramamento de sangue, o altar do holocausto, o sumo sacerdote, a páscoa, dia da expiação, o bode expiatório, todos esses eram tipos e símbolos de Cristo e Sua obra. Foi neste sentido, especialmente que "a lei foi o aio [tutor] para nos conduzir a Cristo." (Gal. 3:24)

E. Ele era o Cristo nos milagres que Deus realizou para seu povo no deserto. A coluna de nuvem e de fogo que guiou o povo, o maná do céu que todas as manhãs descia para alimentar o povo, a água da rocha ferida que se lhe seguiram, todos e cada um eram figuras de Cristo. A serpente de bronze, na mesma ocasião memorável em que a praga de serpentes impetuosas foi enviada para o povo, era um símbolo de Cristo. (I Co: 10:4; João 3:14)

F. Ele era o Cristo de quem todos os juízes, Josué, Gideão, Jefté e Sansão, apontavam como aquele que libertava o povo da escravidão, aqueles da escravidão humana, Cristo o libertador da pior das escravidões, do pecado.

G. Foi Cristo dos quais o rei Davi era um tipo. Ungido e escolhido quando poucos lhe deram a honra, desprezado e rejeitado por Saul e todas as tribos de Israel, perseguido e obrigado a fugir para salvar sua vida, em todas estas coisas Davi representava Cristo. Por isso Cristo é chamado de Filho de Davi.

H. Ele era o Cristo de quem todos os profetas de Isaías a Malaquias falou. Eles viram através de um vidro embaçado. Às vezes, eles falavam de seus sofrimentos, e algumas vezes de Sua glória. (I Pedro 1:11.) Eles nem sempre conseguiam distinguir a primeira da segunda vinda de Cristo. Como duas montanhas que de longe se acham perto, mas de perto possui um vale entre elas. Eles eram, por vezes, movidos pelo Espírito Santo para escrever sobre os tempos de Cristo crucificado, e às vezes do reino de Cristo nos últimos dias. Mas Jesus para eles enchia seus pensamentos e tinha o primeiro lugar em suas mentes.

I. É Cristo de quem todo o Novo Testamento fala. Os Evangelhos é "Cristo" vivendo, falando e movendo-se entre os homens. Atos é "Cristo" pregado, publicado e proclamado. As Epístolas é "Cristo" escrito, explicado e o Apocalipse é Cristo exaltado. Mas em tudo, do primeiro ao último, há apenas um nome acima de todos os outros, e que é Cristo.

Eu devo lhe perguntar amigo, o que é a Bíblia para você? Um livro qualquer, um amuleto, um livro de conselhos morais, ou você tem encontrado Cristo nela. Pois na Bíblia "Cristo é tudo".  Pois se Cristo não é tudo na Bíblia para você, então você é como um homem que estuda o sistema solar, e deixa de fora em seus estudos o sol, que é o centro de tudo. Ela não é nenhuma maravilha, se você vê sua Bíblia como um livro maçante!

III. CRISTO É TUDO NA OBRA DE SALVAÇÃO DE TODOS OS CRISTÃOS.

Eu não estou negando a participação da Trindade Santa na salvação de pecador. [I Pe 1:1,2], mas é notório que Cristo é exaltado como redentor. Ele encarnou-se e foi crucificado para oferecer eterna redenção. Cristo é o caminho e a porta pela qual chagamos a Deus. É Cristo a quem o Pai tem dado um povo para ser levado à glória. É Cristo de quem o Espírito dá testemunho, e para quem Ele leva sempre uma alma para o perdão e a paz. Em suma, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude [Cl 1:19]


Ao dizer que Cristo é tudo não desmereço a obra do Pai e do Filho, por que Eles colocam a Cristo como o único caminho de salvação. Agora deixe-me mostrar o que eu quero dizer.

(A) Cristo é tudo que o pecador precisa para sua justificação diante de Deus.

Através dele você pode ter paz com Deus, ter acesso a Ele, sem ficar com medo. Como um pecador mortal pode chegar-se diante de Deus? Como pode ser absolvido ante a um Deus santo?
Não se agarre as suas obras, a sua religiosidade, a sua moralidade para crer que por isso você será justificado.
Nada disto livrará você do juízo de Deus. Pegue qualquer mandamento dos dez e se deixe examinar. Você e eu quebramos e muitas vezes. E diante disto cabe o veredito de culpado e condenado. A única maneira de nos livrar de tal condenação é por meio de Cristo e nossa fé nEle.

O nome de Jesus é o único nome pelo qual obteremos uma entrada através do portão da glória eterna. Se chegarmos a essa porta em nossos próprios nomes, estamos perdidos, não seremos admitidos, vamos bater em vão. Se chegarmos em nome de Jesus entraremos e viveremos.

Ah, não esqueçamos nunca que Cristo deve ser "tudo" para que a alma seja justificada! Temos de nos contentar em ir para o céu como mendigos, salvo pela graça, simplesmente, como crentes em Jesus, ou não seremos salvos. Amigo sem Cristo você está perdido eternamente! Desista de seu orgulho, abandone sua rebelião e dureza, converta-se ao Senhor para que seu pecado seja purificado!

 (B) Mas, novamente, Cristo não é apenas tudo na justificação de um verdadeiro cristão, mas é também tudo em sua santificação.

Não menosprezo a obra santificadora do Espírito, mas nenhum homem será santificado a parte de Cristo. Ninguém pode crescer em santidade, exceto se permanecer em Cristo. Não devemos apenar receber Jesus como Senhor, mas andar nEle, arraigados e edificados nEle (Col. 2:6, 7). O verdadeiro caminho para crescer na graça, é fazer uso de Cristo como uma fonte para as necessidades de cada minuto.

Tenho pena de quem tenta ser santo sem Cristo! Seu trabalho é tudo em vão. Você está colocando o dinheiro em um saco furado. Você está despejando água em uma peneira.  Acredite você está começando pelo lado errado. Você deve vir a Cristo em primeiro lugar, e Ele vos dará o seu Espírito santificador. Você deve aprender a dizer com Paulo: "Posso fazer todas as coisas naquele que me fortalece." (Fp 4:13.)

(C) Mas, novamente, Cristo não é apenas tudo na santificação de um verdadeiro cristão, mas tudo em seu conforto no tempo presente.

Uma alma salva tem muitas dores. Ele tem um corpo como os outros homens, fraco e frágil. Ele tem um coração como os outros homens, e muitas vezes uma forma mais sensível também. Tem perdas como os outros, e muitas vezes mais. Ele tem luto, mortes, decepções. Ele tem o mundo a opor-se, um luta contra o pecado, tem perseguições e uma morte para morrer.

E quem é suficiente para estas coisas? O que capacita um crente suportar tudo isso? Nada mais do que "a consolação que há em Cristo". (Fil. 2:1). Ele é o amigo mais chegado que um irmão. Ele pode nos consolar porque ele sofreu, ele conhece como ninguém a dor, o sofrimento, a pobreza, o desprezo!  Não há simpatia como a de Cristo. Em todas as nossas aflições Ele está conosco. Ele conhece os nossos sofrimentos. Em todas as nossas dores Ele nos assiste, e como o bom médico, ele não vai permitir uma gota de tristeza em demasia.  Cristo é o nosso consolo!

Oh, vocês que querem conforto infalível vá Cristo! Gostaria de consolar a todos e a todos oferecer consolo e conforto, mas não posso, Cristo pode! A riqueza não consola, o saber também. Ó maridos estão desapontados com suas esposas. Ó esposas estão desapontados com seus maridos. Pais estão desapontados com os seus filhos. Filhos estão desapontados com seus pais. Vão a Cristo, o consolador! Experimente o consolo que vem do alto!

(D) Cristo é consolo no tempo presente, mas é nossa esperança no porvir.

Um verdadeiro cristão tem uma boa esperança, quando ele olha a frente; o homem mundano não tem nenhuma. Um verdadeiro cristão vê a luz no horizonte; o homem mundano não vê nada além de escuridão. E qual é a esperança de um verdadeiro cristão? É exatamente isso, que Jesus Cristo voltará, enxugará dos nossos toda lágrima e nos reunirá para sempre em uma família.

Porque é um crente deve ser paciente? Porque ele olha para a vinda do Senhor. Ele pode suportar as coisas difíceis, sem murmuração. Ele sabe que o tempo é curto. Ele espera calmamente para o rei.

Por que devemos ser paciente em todas as coisas? Porque ele espera o seu Senhor para retornar logo. Seu tesouro está no céu: as coisas boas ainda estão por vir. O mundo não é o seu descanso, mas uma hospedaria e uma pousada, pois ele não está em sua casa. Somos peregrinos e forasteiros. Ele sabe que o que há de vir virá logo, e não tardará. Cristo está vindo, e isso é suficiente.

O agora é o tempo, depois o feriado eterno. Agora são ondas de um mundo caótico, depois o porto-seguro. Agora é separação, depois o encontro. Agora é a hora do plantio, e depois a colheita. Agora é a estação de trabalho, depois a recompensa. Agora é a cruz, depois a coroa.

As pessoas falam das suas "expectativas" e esperança para mundo. Nenhum homem tem expectativas tão sólidas como um salvo. Ele pode dizer: "Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa porque dele vem a minha esperança" (Sl 62:5)

Em toda a obra da salvação Cristo é tudo: é nossa justificação, santificação, conforto e esperança. Bendita é alma que sabe disto!

IV. CRISTO É TUDO NO CÉU.

Eu não posso falar muito sobre este ponto. Eu mal posso descrever as coisas invisíveis e um mundo desconhecido. Mas isso eu sei, que todos os homens e as mulheres que alcançarão o céu vão achar que mesmo lá também "Cristo é tudo."

Cristo encherá os olhos de todos que entrarão na glória. Ele estará no meio do trono, e rodeado e adorado por anjos e santos. Ele será a luz daquele lugar. (Ap 5:6,21:23)

Ele será tema central dos cânticos [graças a Deus, pois eu estou cansado de música gospel tola]. Cantaremos lá em alta voz como um coral: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. [Ap 5:12]

O serviço ao Senhor Jesus será uma eterna ocupação de todos os habitantes do céu. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, [Ap 22:3]. Bendito e glorioso serviço, servir um Senhor tão bom e sem fadigar-nos.

A presença de Cristo será um prazer duradouro dos habitantes do céu. Vamos "ver o seu rosto", e ouvir a Sua voz, e falar com ele como um amigo. (Ap 22:4) Ele estará na ceia, sua presença vai satisfazer todas as nossas necessidades. (Sl. 17:15.)

Que doce e glorioso lar será o céu para aqueles que amam o Senhor Jesus Cristo em sinceridade! Aqui vivemos pela fé nEle, temos a paz, embora não O vejamos. Iremos vê-Lo face a face, e achar que ele é totalmente desejável.

Mas, infelizmente, alguns não tem uma fé verdadeira em Cristo, não tem conhecimento real dEle, não o honra, não tem comunhão com Ele e nem o ama e então o que seria o céu para estes? O que você poderia fazer no céu? Não seria nenhum lugar para você. Não seria sua alegria e seu lar!


Espero que eu tenha agora mostrado quão profundo é esta frase: "Cristo é tudo." Eu poderia dizer mais, mas o tempo não permite. O assunto não está esgotado, eu meramente arranhei o verniz! Há muito sobre ser Cristo tudo! Revelando os inúmeros atributos e figura da majestade dEle: Ele é o Sumo Sacerdote, o Mediador, o Redentor, o Salvador, o advogado, o pastor, o médico, o Esposo, o Senhor, o Pão da Vida, a Luz do Mundo, o Caminho, a porta, o Vinho, o Rocha , a Fonte, o Sol da Justiça, o precursor, o Fiador, o Capitão, o Príncipe da Vida, o Amém, o Poderoso, o Autor e consumador da fé, o Cordeiro de Deus, o Rei dos Reis, o Santo, o maravilhoso, o Poderoso Deus, o Consolador, o Bispo das Almas, de todos esses e muitos outros, são nomes dados a Cristo nas Escrituras. Cada um é uma fonte de instrução e conforto para todo aquele que está disposto a beber do mesmo. Mas creio ter dito o suficiente para lançar luz sobre o ponto que quero impressionar as mentes de todos que me ouvirão esta noite.

Creio ter dito o suficiente para mostrar a enorme importância das conclusões práticas com as quais eu agora desejo terminar o assunto:

(1) Cristo é tudo para você, amigo?

Que adianta ser religioso, batizado e não saber nada sobre Cristo. Infelizmente muitos não conhecem Cristo verdadeiramente. Não o conhecem de fato, na experimentaram seu perdão, sua justiça, sua intercessão, seu poder e sua graça. E eu não estou falando de um budista ou um mulçumano, falo de pessoas que se dizem cristã. Para essas pessoas, infelizmente, Cristo não é tudo!

Há muitas pessoas que sabem que Cristo é único salvador, que é o único que pode libertá-lo do inferno e justifica-lo. Mas eles infelizmente eles não se apropriaram de Cristo. Cristo não é tudo para eles. O mundo é tudo, o prazer é tudo, o dinheiro é tudo e poder é tudo, mas Cristo não é tudo!

Amigo saber onde está o pão e até mesmo olhar o pão não saciará sua fome, você deve comer. Olhar o bote-salva vida e não se agarrar a ele não o salvará. Você deve confiar e ser capaz de dizer: Cristo é o meu salvador. Então não espere e nem retarde, venha a Cristo. Ele espera por você e está disposto para salvá-lo. Faça de Cristo tudo! Então deixe todos seus obstáculos pessoais e se converta a Ele.

(2) Cristo é tudo, irmão!

Há verdadeiros cristãos sem desfrutar de paz e progresso na vida cristã por que não consideram Cristo tudo! Não parecem estar conscientes da benção de estar em Cristo e como ele é a fonte de paz, e alegria, força e poder para viver uma vida piedosa, que está em Cristo. Prove que Cristo é tudo.

"Cristo é nossa satisfação ou felicidade que nos capacita a viver em dificuldade. Um cristão em busca de felicidade é uma contradição de termos. O cristão não busca a felicidade; ela chegou até ele em Cristo Jesus.
Nada mais estranho, pois, para um cristão do que buscar a felicidade. Já encontramos a pérola de grande valor (Mt. 13.46). Não vendemos nossa alma por prazeres transitórios de míseras trinta moedas; antes, doamos com gratidão todo nosso perfume, por que nada supera o valor do que temos – Jesus, nossa porção (cf. Mt. 26.6-16)." [Rômulo Monteiro em "A Cilada do Entretenimento"  http://www.escolacharlesspurgeon.com.br/result_single.cshtml?group=2&id=97 ]

Portanto, o que eu tenho a dizer a todos sobre Cristo...

Ele é o primeiro e o último, o início e o fim, Ele é o criador de tudo Ele é o arquiteto do universo, Ele sempre foi, ele é e ele sempre será imutável e invencível. Ele foi moído, mas trouxe cura. Ele foi perfurado, mas alivia as dores; Ele foi perseguido, mas trouxe liberdade. Ele esteve morto, mas trouxe avida; Ele reina e traz paz; O mundo não consegue entendê-lo, os exércitos não podem vencê-lo; universidades não podem explicá-lo e os líderes não podem ignorá-lo, Herodes não conseguiu matá-lo, fariseus não conseguiram confundi-lo
Nero não conseguiu destruí-lo; Hitler não conseguiu silenciá-lo, Ele é vida, amor, Ele é bondade, gentileza, zelo, Ele é DEUS. Ele é santo, justo, poderoso, puro; Seus caminhos são corretos, e suas palavras são eternas; Sua vontade não muda, e a sua vida está em mim. Ele é o meu redentor, ele é o meu salvador Ele é o meu guia, ele é a minha paz, ele é a minha alegria; Ele é o meu conforto, ele é o meu Senhor Ele direciona a minha vida. [Extraído do Youtube http://www.youtube.com/watch?v=dHJMhE1wHjE



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Prof. Luiz Correia
Plano de Aula 
Romanos 13-16


Romanos 13
A relação entre o Cristo e Estado.

·         O cristão deve submissão ao Estado [v.1]
·         A autoridade do Estado provém de Deus [1,2], logo é uma instituição divina.
·         A submissão do cristão não é absoluta; nem a autoridade do Estado é suprema.

- Nossa sujeição não é absoluta, há limites. O limite é toda vez que uma autoridade queira usurpar a autoridade divina [proibir o que Deus ordena ou ordenar o que Deus proíbe], nosso dever é resistir, não sujeitar-se.
- Há vários exemplos deste caso [desobediência civil ou protesto civil]: Os apóstolos [At 5:29, 4:18], as parteiras hebreias [Ex 1:17], os amigos de Daniel [Dn 3], Daniel [Dn 6]

·         “O evangelho é tão inimigo da tirania quanto da anarquia” [Charles Hodge]

- Paulo não ensina que Deus é responsável pelo comportamento de todo o tirano ou déspota e que nunca devemos resistir às autoridades constituídas. Deus confere a autoridade [como confere aos pais] as autoridades podem ou não usá-la corretamente. [Jo 19:11]

·         O ministério do Estado: promover e recompensar o bem e impedir e punir o mal [4-7]

- O ideal divino é que as autoridades promovam o bem e puna o mal nem sempre é uma realidade.

·         O Cristão e a Pena Capital

- O Estado deve usar força mínima necessária para coibir o mal. E até mesmo a espada [v.4, veja Rm 8:35] indicando execução, parece claro que Paulo endossa a pena capital. A espada simbolizava o poder da vida e dar morte que detinha os magistrados. [Gn 9:6].

Romanos 14

      Somos exortados em Romanos a colocar o amor fraternal à frente da nossa liberdade cristã.
      Este princípio nos proíbe de ...
     Julgar nossos irmãos em questões menos definidas pelas Escrituras, ou seja, questões que não dizem respeito à moralidade e à doutrina (14.10-12);
     Servir de pedra de tropeço para o irmão (14.13-15).
      Ao invés disso, somos advertidos a acolher os cristãos que têm menor maturidade para lidar com os assuntos mais complexos da fé (14.1-3);
      As questões levantadas pelo capítulo 14 são tratadas em outras partes do NT, demonstrando que as regras seguidas pelos débeis não eram mais obrigatórias (1 Coríntios 8, 10; Gálatas 4.10-11; Colossenses 2.16-17);
      Apesar disso, Paulo exorta que os cristãos mais maduros e que já têm estas questões bem resolvidas em suas mentes não persigam os menos maduros;
      Somos exortados também a ter firmes e abalizadas opiniões, submetendo-nos a elas (14.22-23).

Romanos 16

Dentre as 26 pessoas saudadas por Paulo, nove são mulheres: Priscila [3] Maria [6], Junias [mulher?], Trifena e Trifosa [irmãs gêmeas?], Perside [12], a mãe de Rufo [13], Júlia [15]. Ele menciona  4 delas como “trabalhando arduamente”.

Febe [1,2]

 É provável que Febe tenha recebido a missão de levar a carta. Paulo chama-a de irmã [não é pouca coisa], de serva [diaconisa] – A palavra aqui pode ter um sentido amplo, não necessariamente técnico ou oficial como uma oficial da igreja ao lado do pastor/presbítero [Fp 1:1,I Tm 3:8,12]. A palavra não denota supervisão ou tomar conta de algo, como função pastoral. Ao que tudo indica ela era uma mulher de posse que assim auxiliava a igreja e o apóstolo.

Priscila [3]

O nome dela vem sempre antes do marido [At 18:18, 26:2. II Tm 4:19]. Talvez seja ela mais espiritual [madura], ou se convertido antes que o marido, ou fosse mais ativa no serviço cristão, ou uma lidera na comunidade, ou possuidora de um temperamento forte [dominante], Paulo reconhece e não critica sua liderança.

Junias

No original não se pode definir o gênero, ou seja, se o personagem é homem ou mulher. A maioria dos comentaristas defende que é mulher, sendo estes um casal. Paulo diz que estes são seus parentes [judeus], companheiros de prisão, converteram-se antes dele, e são notáveis entre os apóstolos. Duas possíveis interpretações:

[1] Apóstolos da igreja – Não no sentido dos doze, aqui o sentido mais amplo, mas no sentido de “missionário” [Fp 2:25, At 13:1]. Então o casal era missionário.
[2] Apóstolos de Jesus – No sentido dos doze, então o casal era “destacados aos olhos dos apóstolos” ou “altamente estimados pelos apóstolos”.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Prof. Luiz Correia
Plano de Aula

Romanos 12

Iniciam-se a partir de Rm 12 os aspectos aplicativos ou pastorais. Característica do ensino de Paulo é a relação entre doutrina e dever, fé e conduta. Paulo passa da exposição para a exortação. Trata-se, portanto, das implicações práticas  de tudo que Paul tratara. Crença e conduta andam de mãos juntas!

Nossos Relacionamentos

1. Com Deus [1-2]

Rogo-vos - Tem o sentido de admoestar, encorajar, solicitar ou pedir (12.8; 15.30; 16.17).
Misericórdia - Enquanto nas religiões pagãs o sacrifício serve para obtenção de misericórdia, no Cristianismo o sacrifício é realizado com base na misericórdia.
A misericórdia é a base ou o fundamento ético, a motivação maior para se viver para Deus. Ela não incentiva o pecado, antes é a fonte e o fundamento de uma conduta íntegra.
Corpo - Nenhum culto é agradável a Deus quando é puramente interior, abstrato e místico, nossa adoração deve expressar-se em atos concretos de serviço manifestado em nosso corpo.
Sacrifício - O sacrifício é decorrente da nova vida em Cristo, é realizado com uma oferta dedicada à Deus e, sendo realizado nos padrões da lei de Deus, é aspirada por Deus como aroma suave.
Racional - O culto compatível com a verdade revelada no evangelho, um culto compreensivo e inteligente.

2. Com nós mesmos [3-8]

Os cristãos devem pensar de si com equilíbrio. Eles possuem valor, mas este valor tem a graça como origem e a fé como abordagem (12.3).
A Igreja é um corpo em que seus membros possuem funções distintas, estão ligados entre si numa relação espiritual e interdependente (12.4-5)
Todos os crentes possuem dos espirituais que foram dispensados pela graça divina, devendo ser exercidos com propriedade (12.6-8).
Aqui lista-se 7 dons [há outras listas de dons no NT veja I Co 12, Ef 4:11].

Como se descobre os dons espirituais? Você sabe qual o seu dom espiritual?

3. Com nossos irmãos [9-16]

Alguém definiu o amor como a busca ativa e o prazer na felicidade de alguém.
Enquanto o amor filosófico projeta uma imagem ideal de quem se que amar, o amor verdadeiro ama a pessoa real, através do cumprimento de uma ética mais elevada do que a pessoa amada e do que a pessoa que ama.
A demonstração de amor, tida como inevitável no amor verdadeiro, por vezes parecerá ferir a pessoa amada. Esta aparência de mal apenas esconde a intenção do bem eterno buscado pela pessoa que ama à pessoa amada, que deve cumprir a ética decorrente do verdadeiro amor, para promover o verdadeiro bem e a real felicidade do amado.

O amor possui algumas características:

O amor é sincero (12.9);
O amor está ligado ao bem e não ao mal (12.9);
O amor é cortês (12.10);
O amor honra (12.10);
O amor é fervoroso no serviço do Senhor (12.11);
O amor é paciente e perseverante (12.12);
O amor atende às necessidades (12.13);
O amor responde ao mal com o bem (12.14,17-21);
O amor é capaz de se compadecer (12.15);
O amor é humilde (12.16).

4. Com os nossos inimigos [17-21]

Quatro Proibições:

1. “Não amaldiçoem” (12.14);
2. “Não retribuam ninguém mal por mal (12:17)
3. “Nunca procurem vingar-se” (12:19)
4. “Não se deixem vencer pelo mal” (12:21)

Em resumo: A retaliação e a vingança são atitudes proibidas aos seguidores de Cristo
Escola Teológica Charles Spurgeon
Prof. Luiz Correia
Plano de Aula

Romanos 11

Paulo inicia Rm 9-11 apresentado o paradoxo da situação de Israel, tendo privilégios permaneceu incrédulos, e isto se deveu não por injustiça divina, mas decorrente da eleição aliado a sua responsabilidade [10:21]. Agora Paulo tratará das implicações da desobediência de Israel.

O capítulo é construído sobre duas perguntas:

1. Deus rejeitou seu povo? [v.1]

Era esperado que Ele assim fizesse, pois estes o rejeitaram. Deus não rejeitou. Eles não são a nação abandonada que aparentam ser. Sua rejeição é parcial, atualmente há um remanescente fiel [1-10]

2. Tropeçaram para que ficasse? [11]

A queda de Israel, longe de ser o fim, será apenas temporária. Até sua transgressão já resultou em bênçãos inesperadas e a providência de Deus haverá de ocasionar muitas outras [12-32]

Em suma a rejeição de Israel não é total e nem definitiva! No presente há um remanescente e no futuro, uma restauração de Israel que reverterá em benção para o mundo.

Tópico 1: Deus não rejeitou seu povo [1-11] [Slides 1-2]

Tópico 2: Razões da não rejeição de Deus para com Israel no tempo presente [Slides 3-5]

Provas

Prova Pessoal [1]: Paulo era israelita e era salvo.
O apóstolo utiliza a expressão “da descendência de Abraão” no sentido biológico e racial;
Paulo tinha pureza de origem israelita a ponto de traçar a própria genealogia (Filipenses 3.5).
Prova Teológica [1]: Havia outros israelitas que Deus tinha conhecido de antemão (11.2; 8.29).
Prova Bíblica [2]: Deus reservou pessoas dentre seu povo que permaneceram fiéis como nos dias de Elias (11:2-4).
Prova Contemporânea [5]: A promessa de um remanescente se cumpre nos crentes judeus (Isaías 10.20-23; Romanos 9.27-28; 11.5).
O pecado e obstinação de Israel não podem anular a graça salvadora;
O legalismo não pode deter a soberania da eleição restrita.

Conclusão: [7-10] [Slide 6]

Israel como nação procurou a sua justiça do seu modo [9:31], não conseguiu, mas os eleitos o obtiveram, os justificados pela fé. Os demais foram endurecidos [v.7]. Deus os endureceu [v.8]. Tal como o endurecimento de Faraó, refletindo um processo judicial pelo qual Deus entrega o povo a sua própria obstinação.

O endurecimento de Israel não era um desvio dos propósitos de Deus, mas parte do seu plano.
Deus endureceu os israelitas;
O endurecimento de Israel consistiu na incapacidade de entender espiritualmente a palavra proclamada pelos profetas.

Paulo faz duas citações do AT sobre cegueira espiritual a primeira do v.8 [Dt 29:4, Is 29:10]  onde os israelitas estão insensíveis espiritualmente e isto é um juízo divino ao mesmo tempo é uma obstinação do coração pecaminoso. [Citação de C.S. Lewis – Dois tipos de pessoas...]. A segunda é Sl 69 onde uma vitima de hostilidade gratuita ora a Deus para que Ele o defenda e que o julgamento divino caia sobre estes. Aqui Israel é o perseguidor devido sua rejeição a Cristo.

Tópico 3: Riqueza para o mundo [11.11-12]

O endurecimento de Israel trouxe um benefício para os não-judeus: a expansão do evangelho para outros povos.
O propósito do endurecimento de Israel não é a queda definitiva do povo escolhido, mas a salvação dos gentios com a certeza da restauração plena do povo de Jacó.
Os gentios devem aguardar a plenitude dos judeus, porque está sincronizada com a glorificação de todos os povos.


Tópicos 4: Aos Galhos Enxertados [11.13-24]

Paulo enfatiza seu ministério entre os gentios, levantando a possibilidade de judeus serem também atingidos (11.13-14,25).
A restauração de Israel traz benefícios aos gentios (11.15-16).
A atual primazia da graça salvadora sobre os gentios não pode ser motivo de vanglória:
Deus é que sustenta os salvos;
O sustento de Deus deve ser motivo de temor;
Deus rejeitou com severidade a Israel e pode rejeitar os gentios severamente.
Deus salvou os gentios que viviam sem nenhuma luz, Deus pode salvar os israelitas que vivem incrédulos, apesar de toda luz que receberam.
Paulo não está tratando de uma perda de salvação individual, mas de uma perda de privilégios dados pela graça salvadora no contraste entre Israel e os povos.
Apesar disso, a perseverança dos salvos é algo requerido nas Escrituras de todos os salvos individualmente e é descrita como conseqüência natural do recebimento de uma nova vida. [ils. Da mão..]
Deus garante a perseverança dos salvos, isto é, Deus preserva o crente em santificação. Um dos meios que Deus utiliza é a forte exortação dada pela Escritura, deixando claras suas exigências e seu rigor.
O cristão autêntico atenderá estas exigências por temor amoroso e fé irrestrita nas promessas de juízo e de recompensa contidas na Escritura.

Tópico 5: O Processo Redentivo

Deus escolheu Israel
Israel rejeitou Deus
Deus puniu Israel
Israel persegue os gentios salvos
Deus salvou os gentios
Deus salvou um restante
Deus salva Israel
Deus glorifica os gentios

Tópico 6: Todo o Israel será Salvo [11:25-26]

Israel: Israel étnico
Todo: Grande massa do povo judeu
Salvo:  Do pecado, pela fé em Cristo

Tópico 7: Doxologia Intermediária [11.33-36]

A sabedoria e o conhecimento de Deus são profundamente ricos. Seus juízos são infinitos. Seu conhecimento não foi adquirido.
Deus é a origem - tudo que existe veio dEle.
Deus é o meio – todas as coisas existem pela provisão divina.
Deus é o fim [alvo] – todas as coisas existem para Ele

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Análise de Romanos II
Prof. Luiz Correia 

Romanos 10

- Rm 9-11 o tema central é a incredulidade de Israel: Rm 9, trata da eleição soberana de Deus, Rm 10 enfatiza os fatores humanos, a necessidade de uma compreensão do evangelho [5-13], da proclamação do evangelho [14-15] e de uma resposta de fé [16-21].

Tópico 1: Como Israel caiu na incredulidade? [Slide 1]

A desobediência de Israel está incluída nos planos de Deus (9.25-29).
Israel buscou a lei da justiça, mas não através da fé (9.30-33).
Israel tem zelo por Deus, mas de modo deturpado (10.1-3).
Israel rejeitou a Cristo, o fim da lei (10.4).
Israel rejeitou obstinadamente a Deus que estendeu perseverante sua misericórdia ao povo escolhido (10.5-21).

Tópico 2: O Zelo Ignorante de Israel [1-4] [Slide 2]

- Note a afeição do apóstolo pelo seu povo. Em Rm 9 falou de ser amaldiçoado por eles [9:3], aqui ele ora pelos judeus.
- Ele sabe do zelo e entende, pois já foi um deles. [Gl 1 Fp 3]. Mas um zelo ignorante [Pv 19:2]. Sinceridade não basta. Zelo sem entendimento é fanatismo. Note o aspecto intelectual do cristianismo.
- Existem duas opções de justificação: estabelecer nossa justiça através de nossas obras e obedecendo perfeitamente a lei de Deus, uma opção tola [Is 64:6]. A outra é submeter-nos à justiça de Deus, aceitando-a como dádiva de graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo [5-6]. A primeira a justiça da lei a segunda da fé.

Tópico 2: O Fim da Lei [Slide 3]

A passagem é importante para entender a relação entre Cristo e a lei na teologia paulina.
A palavra fim pode ser entendida em dois sentidos:
Alvo – Cristo é o propósito da lei, ela apontava a Cristo e que Ele a cumpriu.
Término – Com Cristo o papel da lei foi concluído, Cristo aboliu a lei.

Cristo o “alvo” da lei

A posição mais harmônica parece ser a de que Cristo é o objetivo da lei, isto é, Cristo é o alvo, sem o qual a lei não poderia ser entendida, visto que Cristo dá substância e significado à lei.
Cristo como término da lei não combina com passagens que destacam o valor da lei para os cristãos do novo testamento (3.31; 7.12; 13.8-10).
Além disso, a posição de que Cristo cumpre a lei diz respeito a algo que Cristo fez. O contexto da passagem está se referindo ao que a lei tem realizado.

Cristo o “término” da lei [John Stott]

A abolição da lei não nutre o antinomismo que afirma que podem pecar a vontade porque estão sob a graça [6:1,15] ou os que defendem que a única lei que ficou foi o “amor”
Paulo se referia o fim da lei como forma de sermos justificado com Deus por ela.
A razão pela qual Cristo aboliu a lei é para que haja justiça para todo o que crê

Tópico 3: Formas Alternativas de Justiça [Slide 4] [5-13]

- Paulo faz um contraste entre a justiça que vem da lei [5] com a justiça que vem pela fé [6]
- A que vem pela lei é inatingível [Gl 3:12], a fragilidade da lei é a nossa própria fragilidade.
- A justiça que vem pela fé, ela coloca Cristo, não algo inatingível, mas está a nossa disposição imediata. [v.8-9]. Não precisamos subir ao céu ou descer a profundezas atrás de Cristo [6-7]. Ele veio, morreu e ressuscitou, temos pleno acesso a Ele através da fé que requer uma resposta: fé interior e confissão pública do Senhorio de Cristo.

Tópicos 4 - Rm 10:14-21

1. A Necessidade de Evangelizar [14-15] – Note a lógica arrasadora através de perguntas.
2. A Razão da Incredulidade de Israel [16-21]

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Análise de Romanos II
Prof. Luiz Correia 
Apontamentos da Aula

Romanos 9

Considerações Introdutórias de Romanos 9 [Slides]

- É um novo tópico [9-11], que tem em comum uma declaração pessoal de Paulo com respeito a Israel, seu povo.

- Ver Slides iniciais

Um Resumo de Rm 9:

A incredulidade dos judeus causa-lhe tristeza e angústia [1-3]. Ele não consegue entender como o seu povo, tendo tantos privilégios [8 ao todo] foi capaz de rejeitar o seu próprio Messias [4-5]. Como explicar tal apostasia da parte deles?  Veja a sequência que oferece a resposta de Paulo:

1. Será que a Palavra falhou?[v.6]

Não, Deus cumpriu sua promessa – só que ela foi dada, não a Israel como um todo, mas ao verdadeiro Israel espiritual.[6b, 11-12]

2. Deus é injusto ao exercer com soberania suas escolhas [14]?

De modo nenhum! A Moisés ele ressaltou sua misericórdia [15] e a Faraó seu poder de julgá-lo [17]. Mas nenhum dos dois é um gesto de injustiça – nem ter misericórdia de quem não merece [Moisés], nem endurecer o coração de quem se mostra endurecido [Faraó, v.18]. Misericórdia e juízo são compatíveis com a justiça.

3. Então, por que Deus ainda nos culpa [19]?

a. Deus, na qualidade de oleiro, tem o direito de modelar a massa como quiser, e nós não temos o mínimo direito de questioná-lo [20-21]
b. Cabe a Deus revelar-se assim como ele é, tornando conhecida a sua ira e a sua glória [22-23]
c. Deus anunciou de antemão, através da Escritura, tanto a inclusão dos gentios como a exclusão de Israel, com exceção de um “remanescente” [24-29]

4. Que diremos, então, em conclusão a isto [v.30]?

A salvação dos gentios é atribuída a misericórdia de Deus [imerecida], a rejeição de Israel [a condenação] deve-se à sua própria rebeldia [merecida]

Tópico 1: A Incredulidade de Israel [1-3] [Slide]

- Seu testemunho é sincero e persuasivo e fundamentado em uma tríplice afirmação: [1] Digo a verdade... Plena consciência do seu relacionamento com Cristo [2] Não minto – Não estar exagerando [3] Minha consciência

- Sua consciência é falível e culturalmente condicionada, portanto apenas quando o Espírito renova e controla, ilumina a mente pode ser confiável, ela permanece imperfeita e deve avaliada a luz da Palavra de Deus.

- E qual é a verdade que ele tão sinceramente afirma? Seu amor para com Israel, que rejeitou a Cristo. E essa rejeição traz ao coração de Paulo tristeza e angústia [2]. São seus irmãos [raça – irmãos nordestinos]. Afirma que desejaria ser amaldiçoado... [3]

Questão: Paulo está falando literalmente ou ilustrativamente?

Ilustrativamente [hipérbole?] pois afirmara Rm 8:35-38. Lembra Moisés [Ex 32:32].

“Uma fagulha do fogo do amor substitutivo de Cristo” [Denney], pois Paulo afirma que estaria disposto a morrer no lugar deles  [Se possível você faria por alguém?]

Tópico 2: Os Privilégios de Israel [Slide]

- Sua angustia deriva em função dos privilégios que o seu povo possuía. Uma lista de 8.

a. Adoção [Ex 4:22, Os 11:1] – Eles eram os filhos de Deus
b. Glória  [o visível esplendor divino no tabernáculo, no templo e nos santos dos santos Ex 29:42, I Rs 8:10, I Sm 6:2]
c. Alianças [Deus com Abraão, renovadas com Isaque, Jacó, Moisés, Davi, Ex 24:8, II Sm 23:5]
d. A Lei [a única revelação da vontade escrita Dt 4:7]
e. Culto
f. Promessa [Messiânica – o centro do VT – tríplice ofício de Cristo]
g. Patriarcas [Abraão..., uma galeria de heróis e gingantes de causar orgulho a uma nação]
h. Cristo – [as palavras do v.5 refere-se a quem?  [a] a Cristo [b] Ao Pai [c] Em parte para Cristo e para o Pai.]

Tópico 3: 1ª. Pergunta: A Promessa de Deus Falhou? [6-13]

- A primeira vista parece que sim, mas se houve algum fracasso foi devido a incredulidade deles, não da Palavra. Houve sempre 2 “Israel”[ étnico/espiritual – ver Gl 3]. A promessa destinava-se aos “espirituais”.
- Para provar ele argumenta:

[1] Somente os filhos da promessa são filhos de Abraão [v.7-8], estes são a verdadeira descendência de Abraão, não são todos os filhos naturais de Abraão [3 ramos].
[2] Isaque e seus dois filhos, Esaú e Jacó. Deus escolheu Isaque, não Ismael, escolheu Jacó, não Esaú. E aqui vem em relevo a soberania de Deus, Isaque e Ismael eram filhos de mães diferentes, mas Jacó e Esaú da mesma mãe, Rebeca. [v.10,11].

A escolha de Deus de Isaque, não Ismael, de Jacó e não de Esaú não se origina neles, nem em nada do que eles tenham feito, mas na mente e na vontade de Deus [veja-se 12,13]. O que significa “odiar”? Ver Lc 14:26 e Mt 10:37. Deus colocou Jacó acima de Esaú. Não se pode esquecer a responsabilidade de Esaú em suas escolhas. Soberania Divina e Responsabilidade Humana andam juntas. [Duas retas paralelas que se encontram no infinito].

Em suma: A promessa não falhou apenas se cumpriu no Israel [espiritual] dentro do Israel físico.

Tópico 4: 2ª. Pergunta: Deus é injusto? [14-18]

- Se a promessa não falhou, se cumpriu em Abraão, Isaque, Jacó e na linhagem espiritual, conforme a soberana eleição, Deus não seria injusto? Escolher uns para a salvação e deixar outros de lado parece uma injustiça.

- Sua resposta: Não! [v.14] E explica v.15-16. A base da salvação não é a justiça, mas a misericórdia. Então ele cita as palavras a Faraó [v.17].

Slides [Deus é a causa do endurecimento de Faraó?]

 “Notemos primeiramente que nem aqui nem em qualquer outro lugar Deus disse endurecer alguém que primeiro não tenha endurecido a si mesmo" ... [Leon Morris]

Faraó endureceu seu coração diante de Deus, recusando-se a se humilhar. Deus endureceu em um ato de juízo, Deus o abandonou entregando à sua própria depravação [Rm 1:24,26,28]

Em suma: Deus não é injusto, pois os homens são pecadores aos olhos de Deus  e culpados [Rm 3:9] ninguém merece ser salvo. Se Deus endurece alguns, isto é seu juízo pelo pecado, se compadece de outros não está sendo injusto, age por misericórdia [Vídeo do John Piper]

A surpresa não é porque alguns vão é porque alguns perecerão, mas porque alguns serão salvos, pois ninguém merece nada da parte de Deus. Se alguém se perder a culpa é sua, se alguém for salvo, o crédito é de Deus. Quem não gosta de tensão [paradoxo] desista da Bíblia: [1] Bíblia, divina e humana [2] Cristo, divino e humano. [Princípio da Hermenêutica: “Se duas coisas parecerem contraditórias”...].

Tópico 5: 3ª. Pergunta: Por que Deus ainda nos culpa? [19-29]

Se a salvação depende dele e se nós não podemos resistir sua vontade, então por que Deus nos culpa? É justo que Deus cobre de nós, se ele é quem decide as coisas? Eis a resposta de Paulo:

a. Deus tem o direito sobre nós como o oleiro tem sobre o barro [19-21]

- Considere quem nós somos: Somos homens [v.20ª], se existe uma distância ontológica e moral entre Deus e o homem, não faz sentido questioná-lo [Is 29:16, 45:9] Paulo condena a postura arrogante do questionador, não aqueles que humildemente sente dificuldade em compreender. O alvo aqui é a rebeldia, os que levantam os punhos contra Deus. Quando diante de Deus devemos tirar as sandálias, jogar nossa cabeça nos chão, por a mão na boca [Jó 40:4, 42:3,6 – Deus não deveu satisfação a Jó. [Veja a frase de Hodge na pg. 328]

b. Deus se revela como Ele é [22-23]

A liberdade de Deus em compadecer de uns e endurecer outros é compatível com a sua justiça. Todos os seus atos estão em plena harmonia com sua natureza [Tu és bom e fazes o bem Sl 119:68]. Deus age em perfeito acordo com sua ira e sua misericórdia, não se pode questionar.

Deus suportou com paciência – Deus retardou um juízo, sua ira se acumula. [A parousia]
Preparados – significa prontos e maduros para isso, sem indicar, contudo, o agente responsável por tal preparação.

c. Deus previu estas coisas na Escritura [24-29]

Entre os vasos de honra preparados por ele [23], está ele [Paulo] e os leitoras [romanos], ou seja os gentios [25-26], algo previsto no AT. [Oséias e Isaías]

Oséias – diz respeito a esperança de Deus amar aqueles que ele havia declarado não amar e tê-los como seu povo aqueles que ele havia dito não serem seu povo, referindo-se aos gentios.
Isaías – diz respeito a exclusão de Israel [menos o remanescente fiel]

Tópico 6: 4ª. Pergunta: Que diremos pois?

Os gentios tiveram o que não buscavam, e os judeus não tiveram o que buscavam. Estes não obtiveram porque o meio que escolheram para obter era impossível. Os gentios obtiveram pela fé, outros queriam pelas obras. O fracasso de Israel [aqui não é a eleição], foi sua insensatez [v.30], eles não creem no Cristo crucificado!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Prof. Luiz Correia
Plano de Aula

Romanos 8

- Capítulo do Espírito Santo [19x entre 1-27]. O contraste apresentado é entre a fragilidade da lei e o poder do Espírito. O pecado que habita em nós torna a lei incapaz de nos ajudar em nossa luta, a resposta é o Poder do Espírito Santo. [8:2] Ele é também a garantia da nossa ressurreição e glorificação [v.11,17,23]. A vida cristã consiste em uma vida no Espírito [animada, sustentada, orientada e enriquecida]. Sem o Espírito Santo a vida cristã é impossível.

- Este tema está vinculado com outros, especialmente a da segurança do cristão. O Espírito é a marca dos que são de Cristo. E o testemunho dEle é que nos garante que somos filhos de Deus. [15-17]

1. A Habitação do Espírito – A base da Santificação

a. A Libertação do Espírito [1-4]

- “Portanto” [v.1] Conclusivo da seção do capítulo 5, sobre a salvação por meio da morte e ressurreição de Cristo.
- O texto abre com uma benção que é a justificação [v.1] [ver Rm 5:1]. Nosso pecado foi satisfeito em Cristo. Nossa justificação está assegurada [v.33,34].
- Fomos libertados, logo não há condenação. [v.2]. De que? da lei do pecado e da morte. Refere-se a lei de Deus [Rm 7], lei que revela, provoca e condena o pecado [7:7-9] e produz a morte [7:13]. Logo, não estamos mais debaixo dela, não dependemos dela para nossa justificação e santificação.
- E como fomos libertos? Pela lei do Espírito de Vida ou o evangelho [Rm 1:16]
- A lei não podia nem justificar e nem santificar, pois estava enfraquecida [3-4]. Ela era impotente por causa da carne. Então Deus o fez. Como? Para nossa justificação enviou Seu Filho [v.3] para nossa santificação enviou o Espírito Santo para habitar em nós que nos capacita a cumprir a lei [v.4]
- A trindade na salvação – O pai envia o Filho e Espírito – O Filho morre – e Espirito é enviado pelo Pai e Pelo Filho para em nós habitar. Quem é o salvador? O Pai, O Filho e o Espírito [I Pe 1:2]

b. A mente do Espírito [5-8]

- A obediência à lei só é possível para aqueles que andam no Espírito e não na carne.
- Carne aqui se refere a nossa natureza humana caída e egocêntrica. Espírito refere-se ao Espírito Santo. [Gl 5:16ss]. Os que se inclinam para a carne e os que se inclinam para o Espírito. É a sua natureza que determinam a sua inclinação.
- Essa inclinação tem consequências eternas [v.6]. Os que são dominados pela carne já são voltados para a morte espiritual e leva para a morte eterna; os do Espirito geram vida e paz. São vivos para Deus [Sl 42:1, 63:1] e paz [Rm 5:1]. A busca da santidade, de andar no Espírito é o caminho da vida e paz.

c. Habitados pelo Espírito [9-11]

- O que identifica o verdadeiro cristão se ele é ou não habitado pelo Espírito, os filhos de Adão são habitados pelo pecado, mas os filhos de Deus são habitados pelo Espírito, que vai combater e subjugar o pecado. Todo o cristão verdadeiro é habitado pelo Espírito [Concepção falaciosa do Batismo no Espírito Santo como segunda benção] [I Co 6:19] A benção do Espírito santo é a benção de caráter inicial e universal [Gl 3:2] recebida mediante o arrependimento e fé provinda da pregação do Evangelho.
- A manifestação deste Espírito pós-conversão é flutuante e variável [cheio, entristecer, apagar], mas nunca é retirada ou perdida.
- Quais as consequências de ser habitado pelo Espírito? [10-11]:

[1] Vida, em contraste com a nossa mortalidade herdada pelo nosso pai Adão, e Vida por causa de Cristo. Sendo que o destino final é a ressurreição [v.11], eles ainda não foram redimidos, mas serão. Por que tal certeza?  Porque o Espírito habita em nós!
[2] Dívida é a segunda consequência da habitação do Espírito [v.12]. Paulo falou da dívida de compartilhar o evangelho a outros [Rm 1:14] aqui refere-se a uma vida justa, devemos viver de acordo com os desejos do Espírito Santo.

2. Adoção – Testificada pelo Espírito [12-17]

Todos são filhos de Deus?

A nossa filiação com Deus é grande motivo para nossa obediência a Ele.[12-14]
A nossa filiação também nos faz obedecer à vontade de Deus num relacionamento mais estreito e pessoal do que a de um servo ou de um devoto. [15]. Ele substitui o medo pela liberdade em nosso relacionamento com Deus.
O relacionamento de filiação se desenvolve pelo testemunho do Espírito. [16]
A nossa glorificação se torna possível por causa da nossa filiação.[17]

3. Glorificação – [18-25]

Paulo passa do ministério do Espírito Santo no presente, para a glória futura dos filhos de Deus. Sofrimento e glória domina a seção. Tanto da criação como dos filhos de Deus.

a. Sofrimento e glória são companheiras inseparáveis. Vista em Cristo e na vida do seu povo [v.17]
b. Sofrimento e glória caracterizam as duas eras, a presente e a futura [v.18]
c. Sofrimento e glória são incomparáveis [II Co 4:7] As glórias eternas há de sobrepujar em muito o incomodo de nossos sofrimentos.
d. Sofrimento e glória tem a ver tanto com a criação de Deus como com os filhos de Deus [20-25]. A criação que compartilhou da maldição há de ser redimida [os pássaros cantam em tom de tristeza]. Expectativa significa cabeça erguida esperando algo atenciosamente [Fp 1:16], na ponta dos pés e com pescoço esticado inclinado para frente para poder ver. Ao ver a revelação dos filhos de Deus a criação será redimida.

4. Oração [26-27]

O Espírito nos capacita a orar de modo conveniente.

O Espírito não só nos sustenta na nossa esperança cristã como nos ajuda na nossa fraqueza. Ele opera quando oramos. Cristo é nosso intercessor [nas cortes celestiais] e o Espírito nos corações.
Gemidos inexprimíveis [grandes gemidos que as palavras não podem explicar, sem palavras. E por que não sabemos orar? Oro por libertação do sofrimento ou por forças para suportá-lo? O Espirito é o tradutor de nossos anseios.
A comunicação entre Deus e o Espírito pode não ser expressa em palavras.
O Espírito intercede por nós segundo a vontade de Deus.

5. O Propósito e o Processo da Experiência Cristã

Cinco convicções inabaláveis [28]

1. Deus age em nossas vidas
2. Deus age para o bem do Seu povo; [o que é o bem?]
3. Deus age para o nosso bem em todas as coisas
4. Deus age para o bem daqueles que amam o amam.
5. Os que amam a Deus são aqueles que foram chamados segundo o seu propósito
O amor que sentem por Deus é um sinal de que foram amados primeiros  [I Jo 4:19]
Deus tem um propósito salvífico e age de acordo com esse propósito. A vida não é uma confusão desenfreada que as vezes parece. As vezes não aceitamos as ações de Deus. José diria amém! Pois foi essa sua convicção e teologia [Gn 50:20]

Cinco afirmações Incontestáveis [29-30]

1. Deus de antemão conheceu

Não é que Deus previu quem iria crer. Não é isto, pois Deus conhece todos de antemão, não só os eleitos, segundo se Deus predestina as pessoas porque haveriam de crer, então a salvação depende dos seus próprios méritos e não da misericórdia divina. Conhecer implica em relacionamento pessoal, cuidado e afeição [nunca vos conheci, Sl 1:6], ou seja, conhecer a amor soberano. [Dt 7:7] A fonte de eleição e predestinação divina é o amor divino, soberano e gracioso.

2. Deus predestinou

Deus nos escolhe soberanamente, não negamos nossa “decisão”, mas esta é uma resposta. É um grande e poderoso ensino da Palavra. [At 13:48, Jo 6:56, 5:40. Elas não vão a Jesus porque não podem e não querem.
Essa doutrina gera humildade, segurança e gratidão! Ele gera convicção ao pregador [At 18:9-10]

3. Deus chamou

O chamado é a aplicação histórica do chamado. É irresistível. Este chamado vem pelo evangelho.  É a convicção divina que levanta os mortos.

4. Deus justificou

5. Deus glorificou

Faltou santificação, está implícito [Rm 8:29, semelhantes a Jesus]. E justificou está no passado [aoristo] [certeza e convicção plena]

Cinco Perguntas Sem Respostas:

1.      “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (v. 31).
2.      “Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?” (v. 32).
3.       “Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (v. 33).
4.      “Quem os condenará? Foi Cristo Jesus quem morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (v. 34).
5.      “Quem nos separará do amor de Cristo?” (v. 35).