segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O EVANGELHO QUE NOS GUARDA DE TROPEÇAR!

O EVANGELHO QUE NOS GUARDA DE TROPEÇAR!

Gl 3:1-5

Introdução

   Paulo está defendendo a doutrina da graça tão fundamental para a vida cristã. Até então ele usou argumentos doutrinários agora ele lança mão da própria experiência dos gálatas em sua vida cristã para sua defesa. É importante lembrar que a Igreja da Galácia via-se ameaçada pela presença dos judaizantes que estavam minando a fé dos gálatas ensinando que o homem não era justificado somente pela fé, mas também pela lei, era lei + fé, não fé somente. Aqui ele defende a JPF usando a maneira [o modus operandi] de Deus na atividade de salvar o pecador, ou seja, a experiência da conversão.

  Eles mesmos, os gálatas, foram testemunhas em sua própria vida como Deus operou neles e como o evangelhos e seus consequentes resultados se manifestou. Paulo então usa esta experiência para tentar corrigir a rota de desvio que eles estavam tomando ao serem levados para uma vida cristã fundamentada no legalismo [nas obras] como meio de justificação pela fé.

I. A AMEAÇA DO DESVIO

Há várias ameaças que podem causar terríveis prejuízos a caminhada cristã. A vida cristã tem vários inimigos e obstáculos e constantemente nos veremos frente a uma ameaça que tentará nos barrar de chegarmos até o fim. A questão da salvação pelas obras, é um dos obstáculos que antecedem a conversão é um inimigo constante e profundamente ameaçador em nosso carreira cristã. Paulo chama atenção aos gálatas deste perigo terrível falando sobre dois aspectos da natureza de legalismo.

- P. inicia com palavras fortes de exortação [não é insulto, mas um estado de perplexidade pastoral ou paternal] e segue com uma série de 5 perguntas retóricas e confrontadoras tendo como alvo eles perceberem a perigosa situação em que se encontram, pois estavam se desviando da fé cristã. É como P. estivesse num tribunal e questiona a incoerência dos descaminhos que eles estavam tomando. Ele aponta duas condições terríveis de eles estarem sendo seduzidos pelo legalismo se afastando da pregação da JPS.

a. O legalismo nos torna insensatos

Os gálatas estavam abandonando a confiança em Cristo, foram capitulados pela mensagem dos judaizantes e se estribando em sua própria justiça como meio de serem salvos e esta atitude os torna insensatos. É simplesmente um ato insano, absurdo, louco [v.1,3]. É irracional, é tolice, é loucura o que vejo que ocorre com vocês.
Há certa irracionalidade no desvio da fé cristã. Os que se afastam da fé cristã estão cometendo um ato de insensatez, de demência espiritual.

O que levou a esta irracionalidade ou loucura?

b. O legalismo nos fascina

Sempre há algo que atrai e seduz [o canto da sereia] tentando-nos na nossa caminhada cristã, fazendo nos desviar. Aqui no caso foi o legalismo. O legalismo exerce um poderoso fascínio sobre a natureza humana. Paulo fala em termo de “feitiço”, ele nubla a mente. Deixaram-se impressionar por ela, praticamente hipnotizar.

O homem fica fascinado com a ideia de ser capaz de produzir sua própria justificação, sente-se atraído pela a aparência da piedade e do zelo pelas tradições e regras religiosas, busca a aprovação e admiração dos homens [fariseus]. O legalismo impressiona as massas, o religiosíssimo é sedutor, pois apresenta ares de santidade. É apenas exterior, nada interior. Eis porque a justificação pela fé não parece ser muito atraente e a salvação pelas obras mais sedutora porque ela fascina, impressiona os outros.

Eles haviam crido inicialmente e aceito a JPF, mas com os ataques dos judaizantes se sentiram seduzidos e iniciou-se assim um processo de queda ou desvio da fé.

ARA Galatians 1:6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,

ARA Galatians 4:9 mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?

ARA Galatians 5:7 Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chama.

Eis um perigo ameaçador na vida cristã, manter-se firme na verdade do evangelho. É a compreensão constante da JPF aliada a mensagem do Evangelho que nos guarda, nos previne e nos faz ser protegidos contra o abandono e a deserção da fé.

Um dado interessante chamou atenção no último censo do IBGE, cresce cada dia o número de pessoas ditas evangélicas que afirmam serem crentes, mas que não possuem vínculos com nenhuma igreja. São o que Nicodemus chamou de “Desigrejados” ou “Evangélicos Genéricos” ou “Evangélicos não Praticantes.” O perfil destes é caracterizado por um ecletismo religioso e a meu ver uma completa ausência de compreensão do evangelho, de doutrina, de pastoreio. Os dados apontam que subiu de 4% para 14%, um salto de 4 milhões de pessoas o número destes tipos.

Largar bem, continuar bem, concluir bem!!! Eis o desafio da carreira cristã. E como fazer isto, como se manter firme, como não ser contado nas fileiras daqueles que um dia tiveram um grande amor, experimentaram a verdade do evangelho, foram envolvidos no ambiente da fé e se deixaram se perder em sua caminhada?

E o que ocorreu para que eles fossem fascinados pelo legalismo? O que os gálatas fizeram a correrem tamanho riscos espiritual?

II. A PREVENÇÃO AO DESVIO

Paulo fala de duas experiências vitais que devem ser consideradas e compreendidas para que estas nos previnam de quedas e desvios em nossa jornada cristã.

a. A contemplação da Cruz – A compreensão da Cruz

A perplexidade de Paulo diante do afastamento da fé e do desvio dos gálatas é porque, Paulo apresentaram Jesus Cristo crucificado aos seus olhos. Como podem vocês estarem se afastando da fé, uma vez que a vocês foi pregado a mensagem da cruz diante de seus olhos. Cristo foi exposto [desenhado, teatralizado, pintado].

Há cerca de cinco anos antes, a pregação de Paulo ocupou irresistivelmente o espaço de vida dos leitores da carta, eles foram arrebatados pela mensagem da cruz, essa mensagem foi confirmada por manifestações espirituais e frutos (v. 4,5). O evangelho evidenciou-se como poder e criou, do nada, nova existência, a saber, uma igreja de fé e júbilo (Gl 4.15). Um fato desses, afinal, não se esquece!

Mas eles foram seduzidos e levados a tirar os olhos da cruz e assim estavam se afastando.  Eis a maior necessidade de pregar e de se manter pregando Cristo crucificado [ceia do Senhor]

A mensagem da cruz é a verdade mais central da fé cristã [espinha dorsal]. Ela não é somente a mensagem que nos leva a conversão, que nos transforma e que nos livra da culpa e do inferno [legal], mas ela é também nos guarda, nos sustenta, nos mantém protegidos contra quedas e desvios.

 Note que não qualquer doutrina ou ensinamento [embora todos sejam importantes] o centro e o pilar de toda doutrina esta na mensagem da cruz. A essência do evangelho é Cristo crucificado. O tempo verbal crucificado aponta que a obra de Cristo fora realizada no passado, mas os benefícios são sempre atuais, válidos e disponíveis.

Assim não é qualquer aspecto sobre Cristo, não é Cristo na manjedoura, não é Cristo, o mestre, não é o Cristo, o operador de milagres, não é o Cristo, amigo, companheiro, nem tão pouco sua vida irrepreensível e correta, não a mensagem central é Cristo, crucificado.
Em 1Co 2.2 Paulo até afirma mais incisivamente: “Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (nvi).

Cristo crucificado é a essência do Evangelho, este não um bom conselho aos homens, não é um convite para se fazer alguma coisa, mas a declaração do que Deus já fez, não é uma exigência, mas uma oferta. [J.Stott]

Precisamos estarmos sempre ouvindo, olhando, apreciando a mensagem da cruz. Ela não é uma necessidade apenas do mundo caído, do incrédulo, mas do crente. E toda vez que deixamos de olhar e contemplarmos a cruz algo vai seduzir nosso coração, algo vai tomar nossa alma [poder, dinheiro, sexo].

Paulo enfatiza sempre o modo pelo qual Jesus morreu [Fp 2:8 “obediente até à morte e morte de cruz”.] Por que Paulo apresenta esse instrumento de execução. O peculiar numa execução dessas era seu grau máximo de vergonha e desprezo. A cruz tira a credibilidade. Por isso os transeuntes, conforme Mt 27.39-43, apenas podiam menear a cabeça: “Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele!” (blh). Como uma mensagem de vergonha, desprezo pode ser uma palavra de salvação? Nada em nós seres humanos está predisposto para essa mensagem, naturalmente veremos ela como algo escandaloso [a mensagem da cruz é loucura]. Mas como podemos então contemplar a cruz e nela se gloriar como nosso único meio de salvação, perdão e reconciliação? Como? Somente por meio de uma intervenção do Espírito Santo, que revela Cristo, por meio de uma ação do Espirito.

b. A Obra do Espírito Santo

Paulo então expõe aspectos da pessoa e da obra do Espírito. É importante que examinemos e consideremos estes aspectos, visto que a Pessoa e a Obra do Espírito Santo têm sido notadamente enfatizadas em determinados círculos religiosos, e a meu ver o discernimento de tal ação atribuída ao Espírito nada tem a ver com a verdade do Evangelho:

1. Receber o Espirito Santo faz parte da descrição normal de como alguém se torna cristão [Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele - Rm 8.9b]. O início da vida cristã se dá mediante o habitar do Espírito. Não existe cabimento a doutrina pentecostal de que há uma necessidade de uma segunda benção [chamada de Batismo no Espírito Santo] que ocorre subsequente a conversão. Um aspecto natural e normal é que a conversão implica em receber o Espirito Santo.

O recebimento do Espirito Santo não vem mediante jejuns e orações em montes ou regras religiosas, pois o Espírito não dado por obras [v.2]

2. O recebimento do Espírito está combinado com a mensagem da cruz. A vinda, o recebimento [batismo] do Espirito Santo ocorre mediante a pregação do Evangelho. Deus honra com Seu Espirito e o enche de sua presença quando este ouve a pregação da fé. Ou seja, ouve o Evangelho e crê em Cristo como Senhor e Salvador. Espírito Santo simplesmente não pode abrir mão dessa ligação. E é a compreensão constante, a contemplação da cruz, do evangelho que catalisa o Espirito em minha vida!

A pessoa do Espirito Santo, sua ação e operação, sua atuação e seu poder, não decorre de gritos, jejuns, ele vem como resultado de pregação da Palavra da Cruz. O poder do Espírito Santo decorre da pregação da Cruz e não de manipulação. [Eu vou fazer uma oração para que você seja batizado no Espírito Santo...]

3. Recebimento do Espírito é uma experiência que passa ao nível da consciência. Constitui-se numa experiência no sentido pleno da palavra, ocupando, como outras experiências, de modo que ela pode ser recuperada de sua memória. Ao ser perguntado, o cristão fornece a informação.

Eis uma resposta às supostas experiências extática atribuída ao Espirito Santo, principalmente nos meios carismáticos. Como o “cair no Espírito” onde tal experiência implica em suspenção da mente tornando-a infértil
desnecessária. Jamais o Espírito opera nos arrebatando a razão ou a consciência [Carlinhos – cai mas não sei, ou foi mental ou diabólico] ou algo que está fora do controle mental ou racional do ser humano. Como rodopiar no Espírito, rir no Espirito, gritar no Espirito, dançar no Espirito... No meio Pentecostal a obra do Espirito é visto como algo irracional e descontrolado. Mas Paulo e a Palavra confronta essa visão, isto nada mais é do que paganismo! O Espirito Santo não usurpa minha mente, pelo contrário ilumina, enriquece, alarga. Ele não subtrai minha consciência.

4. O Espirito Santo por excelência não provoca ocultamento. Deus não se esconde ali. Ele busca a publicidade. Seu Espírito preenche corpo e alma, rompe para fora em palavras e ações. Por isso ninguém se torna um cristão sem percebê-lo e ninguém se torna cristão sem que torne e deseje e queira que todos saibam que ele o é.

Conclusão:

1. Não se separa Espírito da mensagem da Palavra.  O Espírito Santo opera mediante a Palavra [v.2,3], Ele é fiel a Palavra e não age sem ela ou contra ela, logo avivamento não é gritaria, não é show, avivamento decorre de um profundo interesse pela Palavra em decorrência de sua exposição. Em especial a mensagem da Cruz.

2. Devemos reconhecer em nossa caminhada o perigo real de sermos seduzidos e afastarmos do Evangelho, reconhecemos a presença dos inimigos da cruz que se levantaram para nos “enfeitiçar” a fim de não mantermos nos olhos na cruz.

3. A salvação é por graça, nada somente em nada, o homem mediante seu esforço e obras pode contribuir para ser salvo, ela é operada mediante a pregação da cruz e pela fé, nenhuma confiança no esforço humano é necessária para se obter a justificação.

O EVANGELHO QUE NOS GUARDA DE TROPEÇAR!

Gl 3:1-5

Introdução

   Paulo está defendendo a doutrina da graça tão fundamental para a vida cristã. Até então ele usou argumentos doutrinários agora ele lança mão da própria experiência dos gálatas em sua vida cristã para sua defesa. É importante lembrar que a Igreja da Galácia via-se ameaçada pela presença dos judaizantes que estavam minando a fé dos gálatas ensinando que o homem não era justificado somente pela fé, mas também pela lei, era lei + fé, não fé somente. Aqui ele defende a JPF usando a maneira [o modus operandi] de Deus na atividade de salvar o pecador, ou seja, a experiência da conversão.

  Eles mesmos, os gálatas, foram testemunhas em sua própria vida como Deus operou neles e como o evangelhos e seus consequentes resultados se manifestou. Paulo então usa esta experiência para tentar corrigir a rota de desvio que eles estavam tomando ao serem levados para uma vida cristã fundamentada no legalismo [nas obras] como meio de justificação pela fé.

I. A AMEAÇA DO DESVIO

Há várias ameaças que podem causar terríveis prejuízos a caminhada cristã. A vida cristã tem vários inimigos e obstáculos e constantemente nos veremos frente a uma ameaça que tentará nos barrar de chegarmos até o fim. A questão da salvação pelas obras, é um dos obstáculos que antecedem a conversão é um inimigo constante e profundamente ameaçador em nosso carreira cristã. Paulo chama atenção aos gálatas deste perigo terrível falando sobre dois aspectos da natureza de legalismo.

- P. inicia com palavras fortes de exortação [não é insulto, mas um estado de perplexidade pastoral ou paternal] e segue com uma série de 5 perguntas retóricas e confrontadoras tendo como alvo eles perceberem a perigosa situação em que se encontram, pois estavam se desviando da fé cristã. É como P. estivesse num tribunal e questiona a incoerência dos descaminhos que eles estavam tomando. Ele aponta duas condições terríveis de eles estarem sendo seduzidos pelo legalismo se afastando da pregação da JPS.

a. O legalismo nos torna insensatos

Os gálatas estavam abandonando a confiança em Cristo, foram capitulados pela mensagem dos judaizantes e se estribando em sua própria justiça como meio de serem salvos e esta atitude os torna insensatos. É simplesmente um ato insano, absurdo, louco [v.1,3]. É irracional, é tolice, é loucura o que vejo que ocorre com vocês.
Há certa irracionalidade no desvio da fé cristã. Os que se afastam da fé cristã estão cometendo um ato de insensatez, de demência espiritual.

O que levou a esta irracionalidade ou loucura?

b. O legalismo nos fascina

Sempre há algo que atrai e seduz [o canto da sereia] tentando-nos na nossa caminhada cristã, fazendo nos desviar. Aqui no caso foi o legalismo. O legalismo exerce um poderoso fascínio sobre a natureza humana. Paulo fala em termo de “feitiço”, ele nubla a mente. Deixaram-se impressionar por ela, praticamente hipnotizar.

O homem fica fascinado com a ideia de ser capaz de produzir sua própria justificação, sente-se atraído pela a aparência da piedade e do zelo pelas tradições e regras religiosas, busca a aprovação e admiração dos homens [fariseus]. O legalismo impressiona as massas, o religiosíssimo é sedutor, pois apresenta ares de santidade. É apenas exterior, nada interior. Eis porque a justificação pela fé não parece ser muito atraente e a salvação pelas obras mais sedutora porque ela fascina, impressiona os outros.

Eles haviam crido inicialmente e aceito a JPF, mas com os ataques dos judaizantes se sentiram seduzidos e iniciou-se assim um processo de queda ou desvio da fé.

ARA Galatians 1:6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,

ARA Galatians 4:9 mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?

ARA Galatians 5:7 Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chama.

Eis um perigo ameaçador na vida cristã, manter-se firme na verdade do evangelho. É a compreensão constante da JPF aliada a mensagem do Evangelho que nos guarda, nos previne e nos faz ser protegidos contra o abandono e a deserção da fé.

Um dado interessante chamou atenção no último censo do IBGE, cresce cada dia o número de pessoas ditas evangélicas que afirmam serem crentes, mas que não possuem vínculos com nenhuma igreja. São o que Nicodemus chamou de “Desigrejados” ou “Evangélicos Genéricos” ou “Evangélicos não Praticantes.” O perfil destes é caracterizado por um ecletismo religioso e a meu ver uma completa ausência de compreensão do evangelho, de doutrina, de pastoreio. Os dados apontam que subiu de 4% para 14%, um salto de 4 milhões de pessoas o número destes tipos.

Largar bem, continuar bem, concluir bem!!! Eis o desafio da carreira cristã. E como fazer isto, como se manter firme, como não ser contado nas fileiras daqueles que um dia tiveram um grande amor, experimentaram a verdade do evangelho, foram envolvidos no ambiente da fé e se deixaram se perder em sua caminhada?

E o que ocorreu para que eles fossem fascinados pelo legalismo? O que os gálatas fizeram a correrem tamanho riscos espiritual?

II. A PREVENÇÃO AO DESVIO

Paulo fala de duas experiências vitais que devem ser consideradas e compreendidas para que estas nos previnam de quedas e desvios em nossa jornada cristã.

a. A contemplação da Cruz – A compreensão da Cruz

A perplexidade de Paulo diante do afastamento da fé e do desvio dos gálatas é porque, Paulo apresentaram Jesus Cristo crucificado aos seus olhos. Como podem vocês estarem se afastando da fé, uma vez que a vocês foi pregado a mensagem da cruz diante de seus olhos. Cristo foi exposto [desenhado, teatralizado, pintado].

Há cerca de cinco anos antes, a pregação de Paulo ocupou irresistivelmente o espaço de vida dos leitores da carta, eles foram arrebatados pela mensagem da cruz, essa mensagem foi confirmada por manifestações espirituais e frutos (v. 4,5). O evangelho evidenciou-se como poder e criou, do nada, nova existência, a saber, uma igreja de fé e júbilo (Gl 4.15). Um fato desses, afinal, não se esquece!

Mas eles foram seduzidos e levados a tirar os olhos da cruz e assim estavam se afastando.  Eis a maior necessidade de pregar e de se manter pregando Cristo crucificado [ceia do Senhor]

A mensagem da cruz é a verdade mais central da fé cristã [espinha dorsal]. Ela não é somente a mensagem que nos leva a conversão, que nos transforma e que nos livra da culpa e do inferno [legal], mas ela é também nos guarda, nos sustenta, nos mantém protegidos contra quedas e desvios.

 Note que não qualquer doutrina ou ensinamento [embora todos sejam importantes] o centro e o pilar de toda doutrina esta na mensagem da cruz. A essência do evangelho é Cristo crucificado. O tempo verbal crucificado aponta que a obra de Cristo fora realizada no passado, mas os benefícios são sempre atuais, válidos e disponíveis.

Assim não é qualquer aspecto sobre Cristo, não é Cristo na manjedoura, não é Cristo, o mestre, não é o Cristo, o operador de milagres, não é o Cristo, amigo, companheiro, nem tão pouco sua vida irrepreensível e correta, não a mensagem central é Cristo, crucificado.
Em 1Co 2.2 Paulo até afirma mais incisivamente: “Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (nvi).

Cristo crucificado é a essência do Evangelho, este não um bom conselho aos homens, não é um convite para se fazer alguma coisa, mas a declaração do que Deus já fez, não é uma exigência, mas uma oferta. [J.Stott]

Precisamos estarmos sempre ouvindo, olhando, apreciando a mensagem da cruz. Ela não é uma necessidade apenas do mundo caído, do incrédulo, mas do crente. E toda vez que deixamos de olhar e contemplarmos a cruz algo vai seduzir nosso coração, algo vai tomar nossa alma [poder, dinheiro, sexo].

Paulo enfatiza sempre o modo pelo qual Jesus morreu [Fp 2:8 “obediente até à morte e morte de cruz”.] Por que Paulo apresenta esse instrumento de execução. O peculiar numa execução dessas era seu grau máximo de vergonha e desprezo. A cruz tira a credibilidade. Por isso os transeuntes, conforme Mt 27.39-43, apenas podiam menear a cabeça: “Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele!” (blh). Como uma mensagem de vergonha, desprezo pode ser uma palavra de salvação? Nada em nós seres humanos está predisposto para essa mensagem, naturalmente veremos ela como algo escandaloso [a mensagem da cruz é loucura]. Mas como podemos então contemplar a cruz e nela se gloriar como nosso único meio de salvação, perdão e reconciliação? Como? Somente por meio de uma intervenção do Espírito Santo, que revela Cristo, por meio de uma ação do Espirito.

b. A Obra do Espírito Santo

Paulo então expõe aspectos da pessoa e da obra do Espírito. É importante que examinemos e consideremos estes aspectos, visto que a Pessoa e a Obra do Espírito Santo têm sido notadamente enfatizadas em determinados círculos religiosos, e a meu ver o discernimento de tal ação atribuída ao Espírito nada tem a ver com a verdade do Evangelho:

1. Receber o Espirito Santo faz parte da descrição normal de como alguém se torna cristão [Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele - Rm 8.9b]. O início da vida cristã se dá mediante o habitar do Espírito. Não existe cabimento a doutrina pentecostal de que há uma necessidade de uma segunda benção [chamada de Batismo no Espírito Santo] que ocorre subsequente a conversão. Um aspecto natural e normal é que a conversão implica em receber o Espirito Santo.

O recebimento do Espirito Santo não vem mediante jejuns e orações em montes ou regras religiosas, pois o Espírito não dado por obras [v.2]

2. O recebimento do Espírito está combinado com a mensagem da cruz. A vinda, o recebimento [batismo] do Espirito Santo ocorre mediante a pregação do Evangelho. Deus honra com Seu Espirito e o enche de sua presença quando este ouve a pregação da fé. Ou seja, ouve o Evangelho e crê em Cristo como Senhor e Salvador. Espírito Santo simplesmente não pode abrir mão dessa ligação. E é a compreensão constante, a contemplação da cruz, do evangelho que catalisa o Espirito em minha vida!

A pessoa do Espirito Santo, sua ação e operação, sua atuação e seu poder, não decorre de gritos, jejuns, ele vem como resultado de pregação da Palavra da Cruz. O poder do Espírito Santo decorre da pregação da Cruz e não de manipulação. [Eu vou fazer uma oração para que você seja batizado no Espírito Santo...]

3. Recebimento do Espírito é uma experiência que passa ao nível da consciência. Constitui-se numa experiência no sentido pleno da palavra, ocupando, como outras experiências, de modo que ela pode ser recuperada de sua memória. Ao ser perguntado, o cristão fornece a informação.

Eis uma resposta às supostas experiências extática atribuída ao Espirito Santo, principalmente nos meios carismáticos. Como o “cair no Espírito” onde tal experiência implica em suspenção da mente tornando-a infértil
desnecessária. Jamais o Espírito opera nos arrebatando a razão ou a consciência [Carlinhos – cai mas não sei, ou foi mental ou diabólico] ou algo que está fora do controle mental ou racional do ser humano. Como rodopiar no Espírito, rir no Espirito, gritar no Espirito, dançar no Espirito... No meio Pentecostal a obra do Espirito é visto como algo irracional e descontrolado. Mas Paulo e a Palavra confronta essa visão, isto nada mais é do que paganismo! O Espirito Santo não usurpa minha mente, pelo contrário ilumina, enriquece, alarga. Ele não subtrai minha consciência.

4. O Espirito Santo por excelência não provoca ocultamento. Deus não se esconde ali. Ele busca a publicidade. Seu Espírito preenche corpo e alma, rompe para fora em palavras e ações. Por isso ninguém se torna um cristão sem percebê-lo e ninguém se torna cristão sem que torne e deseje e queira que todos saibam que ele o é.

Conclusão:

1. Não se separa Espírito da mensagem da Palavra.  O Espírito Santo opera mediante a Palavra [v.2,3], Ele é fiel a Palavra e não age sem ela ou contra ela, logo avivamento não é gritaria, não é show, avivamento decorre de um profundo interesse pela Palavra em decorrência de sua exposição. Em especial a mensagem da Cruz.

2. Devemos reconhecer em nossa caminhada o perigo real de sermos seduzidos e afastarmos do Evangelho, reconhecemos a presença dos inimigos da cruz que se levantaram para nos “enfeitiçar” a fim de não mantermos nos olhos na cruz.

3. A salvação é por graça, nada somente em nada, o homem mediante seu esforço e obras pode contribuir para ser salvo, ela é operada mediante a pregação da cruz e pela fé, nenhuma confiança no esforço humano é necessária para se obter a justificação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Escola Teológica Charles Spurgeon
Análise de Romanos
Prof. Luiz Correia – 2011.2

PLANO DA 5 e 6ª. AULA: 4-7 de Romanos

Rm 3:19-21 – O Papel da Lei -A palavra "aio" ou "tutor" (NVI) vem de uma palavra grega que quer dizer,  literalmente, "uma pessoa que conduz uma criança". Os aios na época de  Paulo foram servos responsáveis pela proteção dos filhos de seus    senhores, levando-os para a escola, corrigindo-os, etc. Não foram os professores, nem os pais, mas serviam para cuidar da criança. É claro que esta função foi temporária. Quando o filho chegou à maioridade, não estava mais sujeito ao aio. Em Gálatas, Paulo mostra que as pessoas que estavam sujeitas à lei de Moisés no passado não permanecem subordinadas a este "aio". Ele afirma que a lei cumpriu sua função temporária. Por isso, ela não tem o mesmo domínio depois da chegada da fé em Cristo.

Rm 3:21-31

A justificação não é o mesmo que perdão. Perdão é algo negativo, é a absolvição da penalidade ou dívida; justificação tem conotação positiva – é declarar que alguém justo e conceder o direito de desfrutar a comunhão com Deus. Perdão: Pode ir. Você está livre da pena que seu pecado merece. Justificação: Pode vir. Você é bem-vindo para desfrutar todo o meu amor e minha presença.

Justificação não é o mesmo que santificação.  Justificar é declarar ou considerar uma pessoa justa, e não torna-la justa. Para o catolicismo a justificação é o mesmo que santificação [justificação infundida]. Ela se inicia no batismo, onde se purifica o pecado recebe uma justiça nova que é infundida paulatinamente mediante obras.

1. A fonte da justificação: Deus e sua graça [v.24]. Deus toma a iniciativa do início ao fim. O Pai não relutava, antes ele planejou. O Filho não coagiu Pai. O Filho não foi coagido também. Ele se entregou voluntariamente, sob submissão do Pai. Graça é Deus amando, Deus se humilhando em nosso favor!

2. A base da justificação: Cristo e sua cruz. Sob que fundamento Deus justifica o ímpio, pois afinal Ele é justo. Como pode um Deus justo justificar um injusto sem comprometer sua justiça. [Pv 17:15] A resposta é a cruz! Sem cruz não há justificação. [v.25]. Paulo expressa a cruz em termos de:

[1] Redenção –Termo comercial emprestado dos mercados. No AT usado para compra de escravos para serem libertos [remissão]. A ideia é que o homem pecador é um escravo e que a cruz pagou o preço de sua libertação.

[2] Propiciação – Ato de aplacar a ira divina, ou tornar Deus propício. Parece ser indigno a Deus. Vem da tampa de ouro da arca da aliança que ficava no Santo dos Santos. No dia da Expiação, o sangue do sacrifício era salpicado sobre a tampa da arca [o propiciatório]. Jesus pelo seu sangue propiciou a reconciliação entre Deus e o pecador.

[3] Expiação – É o ato de lançar “fora de” nós o pecado. Nosso pecado desaparece. A conta é paga, o pecado é removido [Sl 103:12]

Por que a propiciação é necessária? Por causa da ira de Deus contra o pecado!
Quem é responsável pela propiciação? Não o homem, mas Deus. Nós não podemos, mas Deus o faz! [Jo 3:16]
Como se consegue a propiciação? Por meio da morte de Cristo em nosso lugar.

3. O meio da justificação: a fé [v.22,25,26] – Sola fide! Fé não é mérito humano [salvação é monérgica!]. Salvação não é um empreendimento cooperativo do homem com Deus, onde ela entra com a cruz e eu com a fé. O valor da fé não reside nela, mas no objeto dela, Cristo. A fé é a resposta, a mão que recebe! Portanto a salvação não é pelas obras. A justificação pela fé é a espinha dorsal do cristianismo e a antítese de toda forma de auto-salvação. É o que diferencia o cristianismo de todas outras religiões. Fé envolve Conhecimento + Convicção + Confiança


Capítulo 4:

3:37 – Transição, indicando que o AT é um suporte a justificação pela fé, e o 4 [Abraão e Davi] ilustram esta verdade. Como temos visto esta doutrina não é em si mesma nova, ela foi preconizada no AT [1:2, 3:21].
O capítulo 4 é um exemplo que ilustra bem a doutrina da justificação pela fé.

Abraão –

1 a 5 - Abrão não tem o que se gloriar, pois não foi justificado por obras... A Escritura [unidade] revelam isto [v.3]. O termo imputar [creditar], do contexto financeiro ou comercial , significa colocar alguma coisa na conta de alguém [Fm 18]. Existem duas maneira de se creditar dinheiro na conta, como salário ou como presente. Duas formas incompatíveis [ils. Medalha/Presente – Graça e Misericórdia] [v.4-5]. Salário é um direito, uma obrigação [Rm 6:23]. Credita-se a fé como justiça, não como recompensa, antes como uma dádiva gratuita, não como um salário. Creditar a fé como justiça é uma decisão livre e imerecida da graça divina. A fé é meio pelo qual somos declarados justo, não o substituto da justiça.

6 a 8 – O mesmo pode ser falado sobre Davi e o perdão. Ele não apenas credita [cobra] os pecados, ele perdoa e os cobre. Ele não leva em conta os nossos pecados contra nós. [Fulano está pagando seus pecados???]

9-12 – Ele foi justificado antes ou depois da circuncisão? Será que ele foi circuncidado e assim foi justificado [rabinos]? Não, a fé veio antes da justificação!. A fé e a circuncisão estão separadas, mas há um vínculo, a circuncisão é um sinal da justificação. [v.11] [Semelhante ao batismo, como sinal visível]

17- 22 – A fé não é oposto a razão, nem sinônimo de crendice ou superstição, ela vai além mais não é irracional, ela tem base racional. O objeto da fé Deus e seu caráter: seu poder de criar e em ressuscitar mortos.
[v.18] Fé de crer em ter descendentes numerosos embora na época não tivesse um sequer.
[v.19] Fé que enfrenta o fato de que ele já era velho e sua mulher estéril. Fatos dolorosos e inflexíveis.
Sua fé foi provada e aprovada em Gn 22 na ordem divina de sacrificar Isaque [Hb 11:17ss]

Romanos 5

Depois de falar sobre a necessidade da justificação [1:18-3:20] e do meio pelo qual fomos justificados [3:21-4:25], agora ele descreve os frutos da justificação [bem-aventuradas consequências de P.]

1-2 – Slides [A graça nos traz paz, mas...não significa ausência de sofrimento]
3-4 – Somos povo de Deus, temos paz, reconciliados, mas sofremos. O sofrimento do justificado. Devemos nos gloriar no sofrimento, não pelo sofrimento em si, mas a graça regula. O sofrimento para alguns é motivo de “raiva”, para outros é uma escola que possibilita crescimento. Quais as bênçãos advindas do sofrimento cristão? [Slide]. Experiência [aprovação, maturidade] e esperança [você olha para trás e vê Deus cuidar de você]
Não devemos tão somente “suportá-las” estoicamente [friamente], mas nos regozijar nelas. Não um masoquismo, é entender que há um proposito de Deus. Não glória sem cruz!
5-8 [Slides] – Nas horas mais difíceis da vida [sofrimento] podemos achar que Deus não nos ama. Aqui vemos P. falando da obra do Espírito durante a nossa vida, vem a tribulação, mas vem sobre o eleito o amor derramado pelo Espírito que diante das maiores angustia, este amor nos protege e nos sustenta não permitindo que a tribulação nos destrua, nos amargue! Os efeitos do sofrimento serão revelados diferentemente na vida do crente e do não crente, por causa do poder do Espirito Santo.

Dar a vida por um justo/bom é algo difícil [valores éticos e bondade e doçura]. Eis o contraste que Paulo faz para dar destaque ao amor de Deus. Eis um exemplo inimaginável – Cristo! A última mentira que vc pode pensar quando vc passa por tribulação é que ele não está o amando. Ele deu sua vida quando nós não valíamos nada! Deus nos guardou e nos amou antes de tudo e sendo nós seus inimigos.

5-11 – Slides

12-21- Todos pecaram como Adão – é a raiz do pelagianismo [Pelágio, monge britânico do V sec.] que negou o pecado original e ensinou a auto-salvação. Este foi enfrentado por Agostinho. Para Pelágio, Adão foi o primeiro pecador e desde então todos acabaram o imitando, o seu mau exemplo. Paulo não afirmou isto.
Todos pecaram em e através de Adão, logo todos morrem...É teologicamente difícil, mas é isto que Paulo afirma. Adão é o cabeça federal/seminal.

Este conceito parece ser estranho a nossa cultura individualista, mas para os asiáticos e africanos não, pois eles vivem dentro deste conceito de solidariedade da raça, da tribo...[Acã ilustra esse conceito [Js 7:1,11], Cristo na cruz, não foi simplesmente Judas, Pilatos, mas nós o crucificamos [Is 53, Hb 6:6]

Slides – Adão e Cristo – Assim como somos condenados em virtude do que Adão fez, assim somos justificados por causa do que Cristo fez.


Romanos 4

O Exemplo de Abraão

Os Propósitos:
    
1. Argumentar confirmando 3.27 da seção anterior, que afirma não ter ninguém com condições de se gloriar diante de Deus
2..Expor o significado da expressão “pela fé”, respondendo a pergunta: “Em que sentido a justificação é obtida pela fé?”.

O exemplo significativo de Abraão

1.       A linha de argumentação do apóstolo Paulo é de estabelecer  a impossibilidade da glória pessoal de Abraão e assim a de todos.
2.       “Se Abraão não tem do que se gloriar, ninguém mais tem”.
3.       Alguns judeus criam que Abraão não tinha pecado e colocavam a fé de Abraão como o mérito que Abraão tinha para ser justificado.
4.       Paulo esclarece que, quando o exemplo de Abraão é devidamente interpretado, ele comprova que a justificação é pela fé sem nenhum mérito pessoal.

O capítulo 4 se divide em 5 partes

1.       Se Abraão foi justificado por obras, tem do que se gloriar (1-8)
2.       A justificação de Abraão veio antes da circuncisão (9-12)
3.       A promessa foi dada a Abraão com base na fé e não na lei (13-17).
4.       Explicação de Gênesis 15.6 (18-21)
5.       Abraão é modelo de fé para todos (22-25).

Abraão não tem do que se gloriar [4.1-8]

1.       Abraão foi justificado pela fé (1-3).
2.       Na justificação pela fé não existe a relação trabalho e salário (4-5).
3.       Na justificação pela fé acontece a relação pecador e perdão (6-8).

O perdão (4:6-8)

1.       Deus perdoa o pecador com base na justiça sem obras meritórias.
2.       Reconhecer pessoalmente o pecado e confessar o pecado a Deus faz parte do processo de perdão (Salmo 32.3-5).
3.       O verbo cobrir é usado no sentido de perdoar (Salmo 85.2).

Abraão foi justificado antes de ser circuncidado (4.9-12)

1.       Abraão crê na promessa e é justificado (Gênesis 15.1-6). Ele tinha mais do que 75 anos.
2.       Abraão tem Ismael com 86 anos (Gênesis 16.15-16).
3.       Abraão é circuncidado com 99 anos (Gênesis 17.1,9-10).

Características da Fé de Abraão (4:17-20

1.       Fé no Deus verdadeiro, o Deus que cria e ressuscita (4.17, 24-25; Hb 11.19).
2.       Fé que reconhece a impossibilidade natural de cumprimento (4.19).
3.       Fé vitoriosa sobre a incredulidade (4.20).

Romanos 5

Paz com Deus

Outras Divisões da Carta

1.       Impiedade do homem natural (1.18-3.20)
2.       A justificação pela fé (3.21-31).
3.       O exemplo da justificação de Abraão (4)
4.       A justificação e a reconciliação (5.1-11)
5.       A universalidade da obra de Cristo (5.12-21)
6.       A justificação e a santificação (6)
7.       A justificação e liberdade da lei (7)
8.       A justificação e a habitação do Espírito (8)

O que significa ser justificado?

1.       Reconciliado com Deus
2.       Santificado do pecado
3.       Livre da condenação da lei
4.       Habitado pelo Espírito Santo

A justificação e a reconciliação [Romanos 5.1-2]

  1. Justificação é diferente de reconciliação
a.       Justificação é o ato forense de Deus declarar justo o pecador com base na obra meritória de Cristo na cruz.
b.      Reconciliação é destruição da inimizade entre Deus e o homem.

2.  Reconciliação está contida na justificação
a.       Deus é um ser pessoal e amoroso.
b.      Deus, além de nos justificar absolvendo nossa culpa, providencia que tenhamos uma amizade com Ele.
c.       Neste relacionamento, temos confiança de que participaremos da glória de Deus (5.2).

Gloriosas Tribulações

1.       A tribulação produz resistência, aprovação e esperança (5.3-4).
2.       Devemos nos gloriar nas tribulações (2 Coríntios 12.7-10).

O amor de Deus [Romanos 5.5-8]

1.       O amor de Deus foi derramado em nós.
2.       Deus nos ama como somos, sendo motivado por si próprio.
3.       Deus age com amor no tempo certo.
4.       Deus valoriza seus amados.

Adão e Cristo [Romanos 5.12-21]

1.       Semelhança

a.       A universalidade do efeito do ato que realizaram.
b.      Adão praticou um ato de injustiça e trouxe a morte ao mundo.
c.       Jesus praticou um ato de justiça e trouxe vida ao mundo.

2.       Diferenças

a.       O dom de Cristo é a resposta de Deus a um número incalculável de faltas.
b.      Adão trouxe a morte, Jesus trouxe a vida.

Romanos 4

O Exemplo de Abraão

Os Propósitos:
1.      
1. 1. Argumentar confirmando 3.27 da seção anterior, que afirma não ter ninguém com condições de se gloriar diante de Deus
2..2. Expor o significado da expressão “pela fé”, respondendo a pergunta: “Em que sentido a justificação é obtida pela fé?”.

O exemplo significativo de Abraão

1.       A linha de argumentação do apóstolo Paulo é de estabelecer  a impossibilidade da glória pessoal de Abraão e assim a de todos.
2.       “Se Abraão não tem do que se gloriar, ninguém mais tem”.
3.       Alguns judeus criam que Abraão não tinha pecado e colocavam a fé de Abraão como o mérito que Abraão tinha para ser justificado.
4.       Paulo esclarece que, quando o exemplo de Abraão é devidamente interpretado, ele comprova que a justificação é pela fé sem nenhum mérito pessoal.

O capítulo 4 se divide em 5 partes

1.       Se Abraão foi justificado por obras, tem do que se gloriar (1-8)
2.       A justificação de Abraão veio antes da circuncisão (9-12)
3.       A promessa foi dada a Abraão com base na fé e não na lei (13-17).
4.       Explicação de Gênesis 15.6 (18-21)
5.       Abraão é modelo de fé para todos (22-25).

Abraão não tem do que se gloriar [4.1-8]

1.       Abraão foi justificado pela fé (1-3).
2.       Na justificação pela fé não existe a relação trabalho e salário (4-5).
3.       Na justificação pela fé acontece a relação pecador e perdão (6-8).

O perdão (4:6-8)

1.       Deus perdoa o pecador com base na justiça sem obras meritórias.
2.       Reconhecer pessoalmente o pecado e confessar o pecado a Deus faz parte do processo de perdão (Salmo 32.3-5).
3.       O verbo cobrir é usado no sentido de perdoar (Salmo 85.2).

Abraão foi justificado antes de ser circuncidado (4.9-12)

1.       Abraão crê na promessa e é justificado (Gênesis 15.1-6). Ele tinha mais do que 75 anos.
2.       Abraão tem Ismael com 86 anos (Gênesis 16.15-16).
3.       Abraão é circuncidado com 99 anos (Gênesis 17.1,9-10).

Características da Fé de Abraão (4:17-20

1.       Fé no Deus verdadeiro, o Deus que cria e ressuscita (4.17, 24-25; Hb 11.19).
2.       Fé que reconhece a impossibilidade natural de cumprimento (4.19).
3.       Fé vitoriosa sobre a incredulidade (4.20).

Romanos 5

Paz com Deus

Outras Divisões da Carta

1.       Impiedade do homem natural (1.18-3.20)
2.       A justificação pela fé (3.21-31).
3.       O exemplo da justificação de Abraão (4)
4.       A justificação e a reconciliação (5.1-11)
5.       A universalidade da obra de Cristo (5.12-21)
6.       A justificação e a santificação (6)
7.       A justificação e liberdade da lei (7)
8.       A justificação e a habitação do Espírito (8)

O que significa ser justificado?

1.       Reconciliado com Deus
2.       Santificado do pecado
3.       Livre da condenação da lei
4.       Habitado pelo Espírito Santo

A justificação e a reconciliação [Romanos 5.1-2]

  1. Justificação é diferente de reconciliação
a.       Justificação é o ato forense de Deus declarar justo o pecador com base na obra meritória de Cristo na cruz.
b.      Reconciliação é destruição da inimizade entre Deus e o homem.

2.  Reconciliação está contida na justificação
a.       Deus é um ser pessoal e amoroso.
b.      Deus, além de nos justificar absolvendo nossa culpa, providencia que tenhamos uma amizade com Ele.
c.       Neste relacionamento, temos confiança de que participaremos da glória de Deus (5.2).

Gloriosas Tribulações

1.       A tribulação produz resistência, aprovação e esperança (5.3-4).
2.       Devemos nos gloriar nas tribulações (2 Coríntios 12.7-10).

O amor de Deus [Romanos 5.5-8]

1.       O amor de Deus foi derramado em nós.
2.       Deus nos ama como somos, sendo motivado por si próprio.
3.       Deus age com amor no tempo certo.
4.       Deus valoriza seus amados.

Adão e Cristo [Romanos 5.12-21]

1.       Semelhança

a.       A universalidade do efeito do ato que realizaram.
b.      Adão praticou um ato de injustiça e trouxe a morte ao mundo.
c.       Jesus praticou um ato de justiça e trouxe vida ao mundo.

2.       Diferenças

a.       O dom de Cristo é a resposta de Deus a um número incalculável de faltas.
b.      Adão trouxe a morte, Jesus trouxe a vida.